Mulheres na Liderança

por Elaine Stella  

12/03/2021

A equipe que lidera a Elos Educacional é composta 100% por mulheres!

Mulheres que constroem dia após dia uma educação que tem o poder de transformar a história de centenas de cursistas; constroem também relações baseadas no profissionalismo, no afeto e na vontade de contribuir verdadeiramente com o desenvolvimento profissional de cada um.

Infelizmente, esta não é a realidade na maioria das empresas em nosso país. Quando falamos em cargos de lideranças nas empresas, a desigualdade é grande. De acordo com o Ministério da Economia, as mulheres detêm 42,4% das funções de gerência, 13,9% de diretoria e 27,3% de superintendência, ou seja, quanto mais alto o nível dentro de uma companhia, menos elas estão presentes.

Diante desses números nos perguntamos: Por que isso acontece? Num cenário em que mulheres são maioria nas universidades, isso não é uma contradição? Sim, porém as razões para esses dados podem ser explicadas por questões estruturais.

No Brasil, até 1933 as mulheres não participavam de decisões importantes na sociedade, como votar. Foi somente no início do século XX que as mulheres de classe média começaram a atuar nas empresas e preenchendo funções de auxiliar, como secretárias.

Um outro problema que afeta o número de mulheres na liderança é o viés inconsciente criado por questões culturais. Segundo uma pesquisa da consultoria Ipsos, em 2019 três em cada dez pessoas no Brasil não se sentiam confortáveis em ter uma mulher como chefe. Os homens eram os mais resistentes (31%).

Diversos países têm olhado para essa questão e trabalhado para promover a igualdade de oportunidades entre os gêneros. Entre as ações para aumentar o número de mulheres na liderança, alguns apostam em lei de cotas. Já as empresas apostam também em ações internas que vão desde cotas internas a processos seletivos às cegas. Esse tipo de seleção consiste em ocultar características de um candidato, o gênero por exemplo, para impedir que os vieses inconscientes influenciem no processo seletivo.

De acordo com uma pesquisa realizada na última edição da International Business Report (IBR) — Women in Business 2019, no Brasil, o percentual de empresas com pelo menos uma mulher em cargos de liderança foi de 93% em 2019, sendo uma grande evolução em relação aos 61% em 2018. Os números são animadores, mas queremos muito mais!

Sofia Esteves, da Cia de Talentos, diz que a mudança na forma como a liderança é vista nas empresas hoje favorece as mulheres bem mais que antes.

“Diferente do passado, quando a liderança era respeitada pelo crachá de líder ou pelo conhecimento técnico, hoje a liderança só acontece quando se tem admiração, quando se cuida das pessoas e escuta seus colaboradores. O perfil de liderança mudou muito, mas ainda existem resistências”, diz Sofia.

Segundo ela, hoje os homens são mais cobrados por características como sensibilidade, empatia e leitura organizacional, habilidades mais atribuídas ao estereótipo feminino, motivo pelo qual também aumentou o número de mulheres em setores tipicamente masculinos, como bancos e ambientes fabris.

“Hoje o homem está sendo muito mais exigido a mudar seu comportamento e ter características mais atribuídas às mulheres”, afirma.

Um estudo do Banco Mundial, Desenvolvimento e Gênero — Igualdade de Gênero em Direitos, Recursos e Voz, revela que os países que promovem os direitos das mulheres e aumentam o acesso delas aos recursos e ao ensino têm taxas de pobreza mais baixas, crescimento econômico mais rápido e menos corrupção. Com essas e tantas outras qualidades que citamos aqui, as empresas só têm a ganhar em ampliar o número de mulheres nos cargos de liderança.

Se você apoia essa causa e quer saber mais sobre o cenário das mulheres no mundo corporativo e na educação, não deixe de acompanhar os conteúdos disponíveis em nossas redes sociais desta semana.

“Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas”. Audre Lorde

Obs: para saber mais sobre Audre Lorde clique em: https://www.cartacapital.com.br/diversidade/quem-foi-audre-lorde-e-o-que-ela-nos-ensina-sobre-autocuidado-feminino/

Referências:

https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2019/07/02/mulheres-na-lideranca-as-barreiras-que-ainda-prejudicam-a-ascensao-feminina-no-mercado-de-trabalho.ghtml

https://www.infomoney.com.br/colunistas/carol-sandler/por-que-as-mulheres-nao-chegam-a-cargos-de-lideranca/

https://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2016/04/cartilha_ONU_Mulheres_Nov2017_digital.pdf

 

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Comentários sobre o texto

  1. Elisângela Fadul disse:

    Bom dia,
    Me chamo Elisângela Fadul, trabalho na Secretaria de estado de educação do Acre. No ano de 2017 o setor no qual trabalhava (Escola de Gestores) contratou os serviços da empresa Elos Educacional.
    Nesse momento estou em um outro setor agora a Escola de Gastronomia e Hospitalidade, estamos precisando realizar proposta de pesquisa de consultoria nessa área. Caso vocês conheçam alguma empresa que possam estar nos indicando, agradecemos.

  2. Alessandra Faria disse:

    Não esperava menos de você, Elaine!
    Ótima profissional, ótima atitude que foi expressada num texto claro, perfeito, que abraça uma causa muito importante para nós!
    Juntas somos fortes!
    Parabéns!

  3. Daiane disse:

    Excelente texto.
    Mulheres ocupando espaços que por muitos anos foram negados.

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