Abayomi: Brincadeiras e relações étnico-raciais no contexto da educação para a infância

por Elaine Lindolfo

10/09/2021

Dando continuidade às ações relacionadas às brincadeiras e relações étnico-raciais no contexto da educação para a infância, hoje gostaria de trazer uma contribuição relacionada a uma boneca chamada Abayomi.

Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim.

Foto: acervo SESC/Acre

A palavra Abayomi tem origem Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano, e quer dizer “aquele que traz felicidade”.

FONTE: https://www.geledes.org.br/bonecas-abayomi-simbolo-de-resistencia-tradicao-e-poder-feminino/.

Considerando esse contexto, uma proposta que podemos desenvolver, por meio de ações presenciais ou remotas, é a confecção desta boneca, em conjunto com as crianças e as famílias.

Na escola em que eu trabalhava, a equipe gestora, propôs para o início do ano de 2020, um plano formativo que partia da proposta de refletirmos, resgatamos e compartilharmos as nossas experiências, em relação a ancestralidade. Um dos focos abordados neste trabalho, foi a importância de reconectarmos as nossas histórias, traduzindo para expressões verbais e corporais, de forma que pudessemm contribuir para práticas mais fundamentadas e valorização da história de cada um.

Elaine Lindolfo

Elaine Lindolfo

 

Eu, como professora, participei do lançamento dessa proposta, contando e cantando uma história, que abriu a roda de conversa para os educadores da nossa escola. A história e a música serviram de elementos para disparar as discussões e engajar todos os funcionários, do corpo docente e apoio, no resgate das ancestralidades, buscando pontos em comum e diferenças que foram fundamentais para a configuração dos sujeitos e do sentimento de pertença aos diferentes grupos sociais que participamos.

Falas, emoções, descobertas e um sentimento de constituição de equipe, foram tomando conta do espaço e das pessoas, fazendo com que o momento de confecção da Abayomi, ficasse ainda mais significativo e com potencial de transposição didática para as crianças e famílias.

Considerando que em março de 2020 deixamos a escola e passamos a desenvolver as nossas ações e práticas à distância, ainda assim, conseguimos manter o foco neste plano formativo, buscando alternativas de adaptação e sentido, para que fosse um eixo gerador das diferentes demandas que desenvolvemos.

Segue uma proposta de vivência, para a confecção da Abayomi, em contexto presencial ou híbrido, com a participação das crianças e famílias.

Se possível, acesse o vídeo no YouTube, para acompanhar a confecção e conhecer a música, que inspirou este momento informativo.

Bom trabalho!

Clique aqui para acessar a proposta da atividade

 

 

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